O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, tem abusado nas declarações de que não será candidato à governador. Como uma mantra, a cada entrevista, a cada inauguração, o Negão fala a mesma coisa: “Sou candidato a concluir o meu mandato de prefeito” .

Nas internas, Amazonino trabalha como candidato. Está programando todas as inaugurações para o mês de março, véspera da obrigatória desincompatibização, na hipótese de ser candidato. Tenta reaver o partido, o PTB, hoje nas mãos dos ex-aliado, Sabino Castelo Branco. Já tem a promessa de Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, de que terá a legenda. Tem conversado muito com Egberto Batista, um conselheiro antigo na hora das decisões mais complicadas.

Amazonino terá três complicadores. Prometeu para Lula que apoiaria Alfredo e Dilma. Terá que arrumar uma boa desculpa para dizer que, agora, ele será o candidato e não Alfredo. Precisa resolver a situação do vice-prefeito Carlos Souza que, ao que tudo indica, não vai renunciar a possibilidade de governar, como titular absoluto, os destinos de Manaus. O último complicador é a tendência de Roberto Jefferson que quer levar o PTB para apoiar Serra e não Dilma.

Bom, nesse caso penso que Amazonino já tem uma boa desculpa para não apoiar Alfredo e Dilma. O PTB quer o tucano José Serra, e não seria possível, se desviar da orientação nacional do partido.

A quarta-feira de cinzas promete. Aguardemos os próximos acontecimentos.