Prezados Senhores,
Venho por meio desta, DENUNCIAR o Hospital Santa Julia Ltda, localizado em Manaus/AM, na Av. Ayrão nº 507, Centro, pelos motivos que passo a expor:
Resido no Rio de Janeiro, conforme informado acima, e meus pais residem em Manaus/AM.
Ocorre que, precisei vir à Manaus de última hora para acompanhar minha mãe em sua cirurgia de vesícula (por vídeo laparoscopia) ocorrida na última sexta feira (36/03), no Hospital Santa Julia em Manaus, cujo CNPJ não consigo descobrir.
Causou-me extremo espanto e desespero alguns fatos que passo a narrar.
O convênio dos meus pais é AMIL, pago por mim há muitos anos e me trouxe muito aborrecimento no processo de autorização da referida cirurgia, pois levei mais de 30 dias para obtê-la, até porque fui informada que o convênio exige que os médicos utilizem a “mesma” cânula em diversas cirurgias.
Não obstante todas as tentativas de fazer desse processo algo simples para a minha mãe, considerando o fato de que ela é hipertensa e portadora de doença de Parkinson, não obtive sucesso.
Nossa chegada ao Hospital às 07h00min, conforme orientado pelo centro cetro cirúrgico do Hospital Santa Julia foi em vão, haja vista que minha mãe só foi operada às 12h00min.
Dentre tantas “surpresas”, a que veio primeiro foi o fato de que, neste hospital, os pacientes são encaminhados para o centro cirúrgico “andando”, apenas com o auxílio de um funcionário do hospital que caminha lado-a-lado com o paciente.
Chegando ao centro cirúrgico mandaram que minha mãe entrasse numa minúscula sala para se despir e vestir a roupa, sapatilha e touca usada para “efetivamente” entrar no centro cirúrgico. Ocorre que a roupa que minha mãe vestiu foi entregue sem a menor proteção e embalagem. O roupão veio aberto na mãe do funcionário do hospital, que nem luvas usava.
Apesar de ter ficado junto de minha mãe o tempo todo, até o momento em que ela entrou no centro cirúrgico, não tive a oportunidade de conhecer o Dr. Fabio Oliveira que, segundo consta, “deve” ter operado minha mãe. Em momento algum, antes ou depois da cirurgia, ele veio conversar comigo ou meu pai, para dar-nos uma idéia do que iria acontecer ou, ate mesmo, para apresentar-se.
Vamos considerar o fato de que minha mãe ficou algumas horas antes da cirurgia, internada na enfermaria 302, onde o banheiro está todo quebrado, a tampa do vaso sanitário está solta, não tem sabão no lavatório e a torneira da pia apresenta um sério vazamento, além disto, as poltronas estão totalmente rasgadas e junto as outras 3 pacientes que estavam ali internadas para procedimentos cirúrgicos distintos estava uma moça com suspeita de virose apresentando um quadro de vômito e febre alta.
A limpeza do hospital é feita sem material adequado e as faxineiras usam um pano de chão reciclado e DETERGENTE MISTURADO NA ÁGUA E UM POUCO DE DESINFETANTE, segundo me disse uma funcionária do Hospital.
Depois que minha foi para o centro cirúrgico tentei falar com alguém da equipe médica para que ela fosse transferida para outra enfermaria. Quando consegui ser ouvida por um “assistente” do Dr. Fabio Oliveira, este me respondeu que eu deveria me dirigir ao posto de enfermagem e solicitar a devida transferência. Fiquei indignada, mas não tive alternativa a não ser fazer o que me foi “sugerido”.
Ainda em compasso de espera de notícias na porta do centro cirúrgico presenciei uma cena estarrecedora. Um funcionário de limpeza do hospital, daqueles que recolhem roupa suja, parou com um carrinho de roupa suja “NA PORTA DO CENTRO CIRURGICO” e ali mesmo retirou “SEM O AUXILIO DE LUVAS E MÁSCARAS AS ROUPAS USADAS NO CENTRO CIRURGICO”.
Todas as pessoas que estavam na porta do centro cirúrgico naquela hora ficaram desesperadas.
Após a cirurgia, por volta das 20h00min, o “instrumentador” foi a única pessoa da equipe médica que veio nos ver para nos cobrar pelos seus serviços a quantia de R$100,00 e depois que recebeu a quantia solicitada, nos deu boa noite e foi embora sem nos deixar nenhum recibo e afirmando que talvez o Dr. Jeancarllo Silva (CRM n° 4969) viria no dia seguinte para fazer os procedimentos de alta.
Na enfermaria 303 onde minha mãe ficou após a cirurgia, as poltronas estão no mesmo estado, ou seja, rasgadas, o banheiro também não tem luz e estava com uma cadeira usada para tomar banho, cheia de fezes. Existe, nesta enfermaria, uma lata de lixo com o adesivo “lixo comum” onde são depositados qualquer tipo de lixo e a tampa está quebrada a ponto de termos que usar as mãos para abri-la, o aparelho de ar condicionado está todo quebrado e só desliga na tomada e quando isso é feito saem fagulhas.
Durante a madrugada as enfermeiras reclamam que estão sobrecarregadas de trabalho e por conta disto atrasam os horários dos medicamentos e quando os acompanhantes vão reclamar, por vezes, ouve-se que se continuarmos reclamando a situação vai ficar pior…
Cheguei a chamar a enfermeira chefe na sexta feira à noite e fiz todas as reclamações possíveis, inclusive alertando para o fato de que faria esta reclamação para a Anvisa, denunciaria também na CBN Manaus e na TV Amazonas, haja vista que tenho fotos que demonstram o que afirmei acima.
A higiene neste Hospital é inexistente e falta de tato e de educação da enfermeiras é absurda!
Cheguei a presenciar uma paciente que havia feito uma cirurgia para retirada do útero e que estava desesperada de dor por que a enfermeira atrasou a medicação dela em uma hora. A solução foi ela sair do quarto e ir até o posto de enfermagem para tomar a medicação.
Caso haja necessidade, tenho fotos que podem ser enviadas a qualquer momento, para esta respeitável Agência a fim de que possa ser instaurado o procedimento de sindicância ou a fiscalização necessária para apurar os fatos narrados acima.
Muito obrigada!
Misanilce Freire de Arruda


Fotografias batidas pelo celular da denunciante mostram as condições do ar-condicionado e das poltronas dos apartamentos
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