Alfredo Nascimento e Omar Aziz são (ou eram) amigos desde 1986. Na primeira eleição de Amazonino Mendes para o governo, eles estavam na equipe. Alfredo, era secretário de Administração, Omar, presidente da FUNDAC – Fundação de Ação Comunitária.
Em 96, a relação entre eles se estreitou ainda mais. Alfredo virou prefeito, Omar, o vice.
Em 2008, Omar foi candidato a prefeito com apoio de Alfredo. Sabá Reis, deputado estadual, o candidato a vice indicado por Alfredo.
Obviamente, naquela época, nem Alfredo nem Sabá Reis viam nenhum defeito em Omar. Sequer acreditavam na tal história da pedofilia, surgida em 2004.
No começo deste ano, Alfredo se rasgou em elogios a Omar. Queria o apoio daquele que assumiria o governo no mês de abril. Alfredo bajulava Omar de todo jeito. Chegou a ir na casa de Omar para mostrar subserviência.
Veio a campanha e o destino os colocou em lados opostos na eleição.
Alfredo, que no começo do ano surfava em quase 60% da preferência dos eleitores, viu uma eleição certíssima fugir das suas mãos. Tentou emplacar o “palanque único”, empurrando goela abaixo dos amazonenses, algo que nem a ditadura conseguiu. A tentativa de eliminar todos os adversários com uma só cajadada , antes da eleição. Não deu certo.
Ao despencar nas pesquisas, Alfredo abriu um saco de maldades e baixarias, usado com muito sucesso na eleição de 2008 pelos adversários de Omar.
Àquela altura, Omar desconfiava que o autor da baixaria era o radialista Jefferson Coronel, à época, assessor de Serafim Corrêa.
Hoje, Alfredo, Serafim e Jefferson estão do mesmo lado. Boa coisa não era de se esperar desse trio.
Começo de campanha. Alfredo continuava despencando. Vieram as primeiras pixações contra Omar nas paradas de ônibus e as orquestrações nas redes sociais. Jefferson Coronel passou a bajular e a cooptar um grupo de tuiteiros (a maioria proveniente de cargos comissionados na adminsitração Serafim Corrêa) promovendo churrascadas num sítio de sua propriedade.
Enquanto isso, se intensificavam as citações sobre o tema pedofilia no Orkut, Twitter e nos blogs da “turma do churrasco”.
Alfredo continuou despencando. Vieram os panfletos anônimos, derramados às toneladas, em Manaus e no interior, na calada da noite.
Quem teria dinheiro para custear a impressão de milhões de panfletos ? A quem interessava desmoralizar o candidato favorito ao governo ? Navarro, Herbert, Luiz Carlos Sena ? Será que Omar significava uma ameaça para estes 3 adversários ?
Estava fácil identificar o mentor intelectual da baixaria. Ontem, ficou mais fácil ainda.
O radialista Braz Silva, ex-líder de Serafim Corrêa, na Câmara de Vereadores e garoto-propaganda no horário politico do deputado Sabá Reis (PR) e Alfredo Nascimento (PR), foi pego pela Justiça Eleitoral, fazendo um derrame de camisetas com a frase: “Eu sou contra a pedofilia”, juntamente com os santinhos da dupla Sabá e Alfredo.
Dois carros de propriedade de Braz Silva, adesivados com a propaganda de Sabá Reis e Alfredo, estavam até o “tucupi” de camisetas com a propaganda anti-Omar.
Ao receber um aperto na Polícia Federal, Braz Silva, que anda desempregado desde que perdeu o mandato de vereador, disse que “bancou do próprio bolso” a confecção das camisetas “que fazem parte de uma campanha orientada pela Arquidiocese de Manaus e pela direção da Rádio Rio Mar”. Dom Luis Soares e a direção da Rio Mar, desmentiram que estivessem comandando a campanha inventada por Braz Silva, o cabo eleitoral de Sabá e Alfredo.
De minha parte, não tenho dúvida de quem seja o patrocinador desta baixaria. Também fui vítima de Alfredo e na hora certa vou contar a história em detalhes. Conheço bem a capacidade dele em tramar o golpe baixo.
Mal sabe ele, que este tipo de sujeira atinge em cheio as famílias das vítimas. Por falar em família, Alfredo tem histórias familiares muito frágeis, que não foram exploradas nesta campanha. Ainda.
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