O candidato Alfredo Nascimento definiu seu slogan, pelo que se deduz da propaganda eleitoral que está colocando nos carros: “O candidato do Lula”.

Isso é muito ruim.

Existe em política uma coisa chamada “pragmatismo eleitoral”. Quem não tem isso, dificilmente vai se eleger. O próprio Lula, por exemplo, para vencer em 2002 teve que abrir mão da ideia do socialismo. Para governar, foi obrigado a seguir o receituário do Plano Real.

Por esse princípio, o tal “pragmatismo”, Omar Aziz deve agora combater o slogan do adversário. Com isso, como se temia, Lula se torna o centro da campanha.

É muito ruim que seja assim. O ideal é que a campanha seja desenvolvida em torno de propostas. Sou a favor da ponte sobre o rio Negro e aplaudo o Prosamim. Mas o Estado precisa agora de propostas em direção ao interior subdesenvolvido, empobrecido, carente de ajuda de um poder central que só enxerga Manaus.

Lula, em 2011, quando começa a administração pela qual os candidatos da atual eleição estão lutando tanto, nem Presidente da República será mais.

É bom que a sociedade fique atenta. Uma campanha pobre de ideias, com uma luta centrada no personalismo e não em propostas, é tudo que o Amazonas não precisa.