A disputa pelo Governo do Estado está em curso, mas já aponta para o acirramento da eleição de 2012, para a Prefeitura de Manaus.

Anote os nomes dos possíveis candidatos:

Eduardo Braga – Disputa o Senado e, eleito, tem vários motivos para entrar na disputa. O primeiro é que não arriscaria nada, já que seu mandato iria até 2018 e a esposa, Sandra Braga, é a primeira suplente. Depois, se confirmadas as pesquisas, terá uma grande votação em Manaus. E, talvez o mais importante, vai procurar evitar que a Prefeitura se transforme em fonte de fortalecimento de um adversário às suas intenção de retornar ao Governo do Estado em 2014;

Vanessa Grazziotin – Se perder, fica sem mandato e talvez tenha que deixar a disputa da Câmara Municipal para o marido, Eron Bezerra, caso este não alcance a Câmara Federal. Se ganhar, fica forte e, respaldada pelo longo tempo restante de mandato, como Eduardo Braga, certamente estará na disputa;

Alfredo Nascimento – Ainda senador, estará vivendo os dois últimos anos do mandato, caso perca a eleição para o Governo do Estado, e precisará, no mínimo, manter a imagem na mente do eleitor. A própria exposição na eleição atual pode ser a plataforma de lançamento da candidatura à Prefeitura, em 2012;

Omar Aziz – Se perder, é o nome de maior confiança de Eduardo Braga, terá saído de duas eleições majoritárias, do Governo do Estado e entra na disputa;

Serafim Corrêa – Vice de Alfredo, concorre à Prefeitura em 2012 ganhando ou perdendo. Foi isso, aliás, que afastou o atual prefeito, Amazonino Mendes, da campanha de Alfredo Nascimento – apoiando o ex-ministro, Amazonino estaria trabalhando para eleger o adversário de ontem e de amanhã;

Amazonino Mendes – Mesmo que demonstre pouco apetite para novo embate majoritário, como demonstrou ao desistir de concorrer ao Governo do Estado, dificilmente deixará de disputar a reeleição. Até 2012, os problemas jurídico-criminais enfrentados por seu vice, Carlos Souza, estarão definidos – se condenado Carlos perde a vice e se inocentado torna-se forte cabo eleitoral. Não disputar daria um fim melancólico à sua carreira e retiraria de sua história o título de “prefeito da Copa”, que ele parece perseguir;

Tem mais candidato. Mas esses são os mais óbvios.

Como se vê, a briga nas eleições atuais tem muito a ver com a eleição para a Prefeitura de Manaus. É um olho no prato e outro no gato.