• Postado em 30 de maio de 2010 | 23:35 4 Comentário

    Amazonino, uma esfinge difícil de decifrar

    O prefeito Amazonino Mendes anuncia apoio a Alfredo Nascimento. Depois, apoia Omar Aziz. E depois diz que apoia “mais ou menos” o atual governador.

    Amazonino exige de seus auxiliares que trabalhem. Ouve e se gosta nomeia, prestigia. Em pouco tempo, as reuniões ficam mais esparsas. Mais um pouco e ele segreda aos mais próximos uma ou outra contrariedade. Um pouquinho mais e o prefeito deixa de receber o antes ungido – período em que o pessoal da “cerca de jurubeba” é a única garantia de quem cai em desgraça, dando este e aquele sinal do humor do “chefe” e, claro, aproveitando-se ao máximo do pobre coitado. Finalmente, de forma inapelável, vem a demissão.

    E olhe que a atual administração municipal agora é que está chegando a um ano e meio.

    Soube de um secretário que, depois de muito tempo no chão, mas recebendo a garantia de um dos assessores mais próximos do prefeito de que estava “bem na foto”, foi demitido. Trancou-se no banheiro e desabou no choro. Chegou a pedir para ser assessor de terceiro escalão, mas acabou mesmo demitido.

    Fala-se também de desentendimentos com o próprio pessoal da “cerca”. Mas estes, como se nada tivesse acontecido, retornam à rotina do expediente na casa do “chefe” e seguem em frente. São perdoados pelo tempo e pela constância dos salamaleques.

    Quando a coisa é interna, referente à equipe da Prefeitura, poucos ficam sabendo. Mas, desta vez, no que se refere ao Governo do Estado, as coisas acabam ficando públicas. E, por incrível que pareça, são mais explicáveis.

    No caso do apoio a Alfredo, Amazonino queria mostrar a contrariedade com Eduardo Braga, a quem ajudou a eleger, no primeiro governo, e enfrentou e perdeu na reeleição. Quando abandonou o barco e partiu para Omar Aziz, reagiu por instinto de sobrevivência, uma vez que Alfredo acabara de escolher Serafim Corrêa, adversário-inimigo de ontem e de amanhã – Serafim é candidato a prefeito, em 2012, quando Amazonino pretende concorrer à reeleição –, para vice-governador.

    Encontre, porém, uma explicação para o desmentido quanto ao apoio a Omar Aziz, dado com todas as letras, em Tefé, aquele que conseguir decifrar o enigma da esfinge. No caso dos secretários municipais, os que não conseguiram decifrar o chefe foram devorados. Na sucessão estadual, Omar pode acabar naufragando no vai-e-vem do prefeito de Manaus, que ainda tem muita lenha para queimar no interior, ou seja, tem uns votinhos que podem ser decisivos na luta contra Alfredo.

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  • Postado em 25 de maio de 2010 | 14:48 3 Comentário

    A poesia necessária

    Paulo José Cunha, poeta, escritor, jornalista, cujo trabalho de alta qualidade chegou até nós com os livros “Vermelho, um Pessoal Garantido” e “Caprichoso, a Terra é Azul”, sobre fotografia de Andreas Valentin, nos informa que acaba de ficar com o terceiro lugar no concurso nacional de poesia “Brasília 50 anos”. Manda-nos também o link e de lá extraímos os três textos vencedores. Vale a pena apreciar – no sentido bem parintinense, que, palavra mais próxima, significa “curtir” “se deliciar” – esses trabalhos. Com a homenagem a todos e em especial ao Paulo, atento observador da imprensa nacional, com os parabéns pelo prêmio, por seu texto e o engajamento na luta por um Brasil melhor:

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  • Postado em 23 de maio de 2010 | 12:52 Nenhum comentário

    O manual da professora Haikal

    A professora Rita Haikal é uma grande especialista na norma culta da língua portuguesa. Isso é uma raridade cada vez maior. A Fundação Escola de Serviço Público (FESPM) pediu e ela editou um Guia Prático de Redação, que serve de modelo para os cursos da instituição, conforme nossa colega jornalista Luziane Figueiredo.

    O manual está disponível no site da FESPM (http://fespm.manaus.am.gov.br/?page_id=791) ou, em PDF, ou aqui mesmo:

    guia prático de Redação PDF

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  • Postado em 20 de maio de 2010 | 20:25 11 Comentário

    Um quarto nome para esvaziar Alfredo

    A possibilidade de um segundo turno nas eleições para o Governo do Estado, este ano, está praticamente descartada, caso a disputa se dê em torno das candidaturas colocadas até agora, as do governador Omar Aziz, do senador Alfredo Nascimento e do indefectível carteiro Herbert Amazonas. Só um quarto nome, jovem, bom de debate, limpo, discurso afiado, seria capaz de atrair o eleitorado de esquerda, órfão no emaranhado atual, e bater num índice acima de 10%. O nome está sendo estudado. Mas ainda não há consenso.

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