Quem convive com o autismo conhece essa fitinha e sabe o seu significado. Mas sempre há um conhecido, um amigo, um parente que pergunta: Por que o símbolo do autismo é um “quebra-cabeças”?
O quebra-cabeça representa o mistério e complexidade do autismo (não se sabe a origem e não descobriram a cura – o que temos são inúmeras formas de tratamento). As diferentes cores e formas representam a diversidade das pessoas e das famílias convivendo com a desordem.(1 para cada 110 pessoas está autista) – [fonte: blog Autismo em foco]
Crianças e adolescentes com deficiência mental e autismo poderão ganhar atendimento de ponta no Estado. A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) acaba de garantir, por unanimidade, com 53 votos favoráveis, que o projeto de lei 689/11, vetado pelo governador, seja transformado em lei. A derrubada do veto tirará do papel os Centros de Reabilitação Integral voltados para estes menores. A proposta, do deputado Xandrinho (PV), prevê a criação de oito centros, em diferentes regiões do estado, com instalações físicas, equipamentos e área de reabilitação para atendimento de cada um dos casos. O autor salienta que o atendimento beneficiará famílias que não podem arcar com um atendimento adequado, muito caro. “E são crianças que precisam desse apoio para ajudá-las a desenvolver suas potencialidades. E estes tratamentos são muito caros”, salientou Xandrinho.
Os centros deverão dispor de atendimento médico neurológico, psiquiátrico, pediátrico e de acompanhamento pedagógico, psicológico, fonoaudiológico, fisioterapêutico e terapêutico ocupacional. Também estão previstos no texto os cuidados de enfermagem, atendimento odontológico e o serviço social.
As cidades que receberão os centros são Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense; Itaperuna, na Região Noroeste; Campos dos Goytacazes, na região Norte; Cabo Frio, na Região das Baixadas Litorâneas; Petrópolis, na Serrana; Volta Redonda, na Centro Sul; Resende, na região do Médio Paraíba e Angra dos Reis, na Costa Verde. A principal fonte de custeio será o Sistema Único de Saúde (SUS), mas o projeto autoriza a celebração de convênios entre Estado, Governo federal, municípios e iniciativa privada. A proposta será promulgada nos próximos dias.
(texto de Fernanda Porto)
0 comentariosCrianças com elevado risco de desenvolver autismo já apresentam alterações expressivas no desenvolvimento do cérebro desde os seis meses de idade, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. A pesquisa que foi recentemente divulgada na revista American Journal of Psychiatry adverte que a evolução da doença durante a infância pode ser identificado e tratado, com antecedência.
Na análise, foram estudadas 92 crianças. Todas tinham irmãos com autismo e, desse modo, apresentavam grandes chances de igualmente desenvolver a doença, segundo os pesquisadores. Aos seis meses de idade, todas haviam realizado um tipo de ressonância magnética e, aos dois anos, análise de comportamento. A maior parte, além disso, havia realizado ressonâncias adicionais na idade entre um ou dois anos. Após análises comportamentais, 30% dos participantes evidenciaram ter autismo.
Os pesquisadores notaram que os participantes que desenvolveram a doença mostraram, nas avaliações que realizaram aos seis meses de idade, um desenvolvimento diverso dos ligamentos presentes na substância branca, que é um tipo dos elementos do sistema nervoso central. Esses ligamentos são entradas que ligam as regiões do cérebro uma com as outras.
“É uma descoberta promissora”, afirma Jason Wolff, um dos autores da pesquisa. “Isso sugere que o autismo é um fenômeno de todo o cérebro, e não somente de alguma região particular. Embora ainda seja preliminar, é um grande passo para começarmos a pensar em desenvolver um marcador biológico que preveja o risco de uma criança ter autismo mais cedo do que somos capazes de fazer atualmente.”
De acordo com Wolf, essas consequências ainda indicam que o autismo não surge de repente nas crianças, mas se desenvolve durante a infância. “Isso levanta a possibilidade de que talvez seja possível interromper esse processo com uma intervenção médica adequada”, diz o especialista
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Embora somente medicação ajude em problemas comportamentais, conscientização dos familiares sobre o transtorno favorece o tratamento

esquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, observaram que crianças com autismo respondem melhor ao tratamento com medicação quando ele é associado a um treinamento dado aos pais para lidarem com os problemas dos filhos. O estudo está presente na edição deste mês do periódico Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry.
De acordo com o estudo, crianças com autismo costumam enfrentar problemas comportamentais graves, como dificuldade de interação social e de adaptação e comunicação atrasada. Os pesquisadores mostraram que a medicação sozinha já é capaz de ajudar a amenizar esses sintomas. Porém, ela poderia surtir efeitos melhores se, junto a ela, os pais desses jovens entendessem melhor sobre o problema dos filhos. A pesquisa se refere a um treinamento no qual os pais fazem visitas regulares a uma clínica onde há profissionais que respondem a dúvidas sobre o problema das crianças e qual a melhor maneira de lidar com essas dificuldades.
A pesquisa — Participaram da pesquisa 124 crianças de 4 a 13 anos que tinham autismo e enfrentavam outros problemas de comportamento, como múltiplos e prolongados acessos de raiva e agressividade. Todos os participantes receberam tratamento com medicação, mas somente os pais de alguns deles fizeram parte do programa de treinamento para pais de crianças autistas. Os jovens foram acompanhados por seis meses.
Os pesquisadores observaram que, embora os dois grupos tenham demonstrado melhora na inteiração social e na comunicação funcional dos jovens, o tratamento que associou medicação e treinamento dos pais foi mais eficiente para ajudar tais problemas.
“Problemas graves de comportamento interferem diretamente na vida cotidiana das crianças e na de suas famílias. Diminuir as consequências dessas dificuldades pode facilitar o dia-a-dia desses jovens e melhorar sua qualidade de vida”, afirma Lawrence Scahill, coordenador do estudo.
A partir desses resultados, a equipe que realizou o estudo vai desenvolver outra pesquisa para observar como o tratamento feito apenas com o treinamento dos pais, e sem medicação, ajuda crianças autistas. Os pesquisadores também pretendem publicar um manual de treinamento de pais de jovens com autismo a fim de compartilhar esses conhecimentos com o público em geral
Os participantes são estimulados a ter uma vida social e um emprego e são treinados para saber como agir em situações corriqueiras.
Um garoto de 21 anos, portador da síndrome de Down, resolveu prestar vestibular para o curso de Geografia e passou na 1ª lista da Universidade Federal de Goiás (UFG), neste primeiro semestre de 2012. Kalil Assis Tavares é de Jataí, no interior do estado, e é a primeira pessoa com esta necessidade especial que conseguiu passar na instituição – ele concorreu sem nenhum tipo de vantagem ou cota para tal. “A única vantagem concedida foi ter alguém para ler a prova para ele e a prova com letras maiores, porque ele tem baixa visão”, explicou sua mãe, a pedagoga Eunice Tavares. Após a conquista do ensino superior, ele pretende agora tirar uma carteira de habilitação. “A cada dia ele supera os obstáculos que vão surgindo e que sempre existem. Ele tem superado. Ele vai superar todos”, disse a orgulhosa genitora.
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Deus Escolhe as mães
Deus pairou sobre a Terra, selecionando o seu instrumento de propagação com um grande carinho e compassivamente, enquanto Ele observava, Ele instruía seus anjos a tomarem nota em um grande livro:
- Para a mãe Sebastiana, um menino e o anjo da guarda Mateus.
- Para a mãe Maria, uma menina e como anjo da guarda Cecília.
- Para a mãe Fátima, gêmeos, e como anjo da guarda, mande Gerard.
Pronunciando um nome, sorri e diz:
- Dê a ela uma criança deficiente.
O anjo cheio de curiosidade pergunta:
- Por que a ela Senhor? Ela é tão alegre…
- Exatamente por isso. Como eu poderia dar uma criança deficiente para uma mãe que não soubesse o valor de um sorriso? Seria cruel.
- Mas será que ela terá paciência?
- Eu não quero que ela tenha paciência porque, com certeza, se afogará no mar da autopiedade e desespero. Logo que o choque e o ressentimento passar, ela saberá como se conduzir.
- Senhor, eu a estava observando hoje, ela tem aquele forte sentimento de independência. Ela terá que ensinar a criança a viver no seu mundo e não vai ser fácil.
- E além do mais, Senhor, eu acho que ela nem acredita na sua existência.
Deus sorri.
- Não tem importância. Eu posso dar um jeito nisso. Ela é perfeita. Ela possui o egoísmo no ponto certo. O anjo engasgou.
- Egoísmo? E isso é, por acaso, uma virtude?
Deus acenou um sim e acrescentou:
- Se ela não conseguir se separar da criança de vez em quando, ela não sobreviverá. Essa é uma das mulheres que eu abençoarei com uma criança menos perfeita. Ela ainda não faz idéia, mas ela será também muito invejada. Sabe, ela nunca irá admitir uma palavra não dita, ela nunca irá considerar um passo adiante uma coisa comum. Quando sua criança disser ‘mamãe’ pela primeira vez, ela pressentirá que está presenciando um milagre. Quando ela descrever uma árvore ou um pôr do sol para seu filho cego, ela verá como poucos já conseguiram ver a minha obra. Eu a permitirei ver claramente coisas como a ignorância, crueldade, preconceito e a ajudarei a superar tudo. Ela nunca estará sozinha. Eu estarei ao seu lado cada minuto de sua vida, porque ela estará trabalhando junto comigo.
- E quem o senhor está pensando em mandar como anjo da guarda?
Deus sorriu.
Dê a ela um espelho, é o suficiente!’
Fonte: http://enfrentandooautismo.blogspot.com/p/deus-escolha-as-maes.html
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