No ano passado eu dei algumas dicas para vocês treinarem com suas crianças a habilidade de estabelecer um contato visual. Lembram?
Foram essas:
1. Sustentar o contato visual durante 5 segundos quando o nome da criança é chamado.
2. Quando a criança faz contato com os olhos em resposta ao nome enquanto estiver jogando, brincando, ou seja, concentrada com outra atividade.
3. Quando a criança faz contato com os olhos em resposta ao chamado de seu nome de uma certa distância
Sendo a criança capaz de olhar quando é chamada e capaz de sustentar o olhar, é hora de passar para o passo seguinte:
4. Quando a criança pergunta “o quê? ‘ quando o nome dela é chamado
Bom, mas para isso é preciso treino. É preciso ensinar a criança passo-a-passo.
Entendam que esses etapas são sequenciais e que uma depende da outra. Então se sua criança ainda não é capaz de atender ao chamado e de sustentar o olhar, continue treinando antes de passar para a fase de responder ao chamado.
É muito importante não deixar a criança esquecer o que lhe foi ensinado NEM UM DIA DE SUA VIDA.
Nesse ano quero começar falando com vocês sobre a arte de imitar.
Crianças com autismo têm dificuldade em reproduzir por meio da imitação. A habilidade da imitação é a mais importante arma que temos para aprender, mas ela se desenvolve de forma tão natural, quase imperceptível, que nem damos tanta importância. Mas a imitação é pré-requisito para interações sociais.
Inicie com os seguintes movimentos: levantar a mão, esconder o rosto, bater palmas, girar, pular, etc. ( Ações simples )
Depois inclua no procedimento objetos, como por exemplo: pentear o cabelo, olhar no espelho, tocar pandeiro, etc.
Essas são as dicas, fico por aqui e divirtam-se com seus meninos.
2 comentariosObserve se a criança faz contato com os olhos em resposta ao chamado do nome de uma distância.
Fui por em prática o exercício e notei que Ruy não olhou ao chamado de seu nome quando feito à distância. Então partimos para o ensinamento.
Deixei o Ruy na cozinha com a Alessandra, cuidadora, então saí e fui para outro cômodo de modo que ele não me visse, apenas me escutava e chamei pelo seu nome: “Ruy”.
Como poderíamos prever ele não respondeu. Na mesma hora a Alessandra explicou para o Ruy como ele deveria agir: “Ruy, responde. Diz, oi! “.
Eu chamei novamente: “Ruy”. Alessandra novamente insistiu: “Responde, Ruy. Oi!”
Até que ele falou: Ooooiiii!
Treinamos mais algumas vezes.
Então fomos para o quarto de meu filho e fui para o banheiro dele e ele ficou no quarto. Chamei pelo seu nome: Ruuuuy?
Ele olhou pra mim e respondeu: Oooooiiiii.
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Esse exercício deve ser feito na hora das brincadeira e jogos que mais prendem a atenção da criança, pois assim nós estaremos concorrendo com algo muito interessante. Se a criança atender o chamado do seu nome nesse momento, então comemorre, pois ele será capaz de atender ao chamado em momentos mais fáceis para ele. Esse exercício deve ser repetido muitas vezes.
Uma dica: é melhor não pular para o Exercício 2 se você ainda não esgotou o Exercício 1. Vamos sempre lembrar que queremos de nossos filhos uma evolução.
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