FONTE: site iloveanimais.com
Jonny Hickey era uma criança autista de 8 anos que vivia submersa no seu próprio mundo.
Solitário, introvertido e alheio da realidade, o rapaz norte-americano, residente na Georgia, praticamente não falava. Passava horas sozinho a jogar berlindes, e vivia aterrorizado com a possibilidade de ter de fazer algo novo.
Sobre Xena, a cadela, não se sabe quase nada. Apenas que é uma mistura entre as raças Staffordshire Terrier e Pit Bull, foi encontrada há alguns meses na beira de uma estrada.
Xena estava prestes a morrer – apesar de resgatada por uma associação de proteção de animais, ninguém acreditava que viesse a recuperar.
Contra todas as probabilidades, a cadela sobreviveu. Deram-lhe o nome de Xena, em honra da protagonista da série “Xena: A Princesa Guerreira”. Mas a verdadeira vitória do animal ainda estava para vir.
Extremamente popular no Facebook, onde tem milhares de seguidores, a associação que a resgatou decidiu criar um encontro para que a cadela pudesse conviver com os seus admiradores e ser finalmente adoptada. A honra coube à família Hickey.
Poucos meses depois de adoptar Xena, Jonny e a sua mascote tornaram-se inseparáveis.
Com a convivência com o animal, o rapaz começou a conversar, a cantar e até a demonstrar interesse pelo mundo que o rodeia.
A família já tinha gasto milhares de euros em tratamentos, sempre sem resultados. Xena conseguiu tudo o que era prometido e muito mais.
“Eles estavam destinados a ficar juntos” afirma Linda Hickey, em entrevista ao ‘Today.com’. “Eles estavam destinados a ficar juntos, a salvarem-se um ao outro a um nível que os humanos simplesmente não conseguem compreender.
Num vídeo partilhado pela criança em conjunto com a sua cadela, ele disse isto “O meu nome é Jonny e este é o meu animal de estimação, Xena. Bem, a Xena foi muito magoada por algumas pessoas más. E eu tenho autismo. Por isso, acho que formamos a equipa perfeita para transmitir a ideia que devemos ser bons com os animais e com crianças como eu.”

















Alessandra Lopes, fonoaudióloga, é a mediadora do Ruy desde o ano passado.
Seu principal papel é organizar a rotina do Ruy passando-lhe instruções claras para que possa compreender o dia-a-dia da escola. Alessandra repassa diariamente a rotina com ele.
Com a ajuda da fonoaudióloga, Ana Paula Mukarzel, foram identificadas as reais necessidades dele dentro da sala de aula e traçadas estratégias de adaptação.
Posso citar como exemplo, que ele não ficava na sua carteira, permanecia no chão para fazer suas atividades. Uma mesa maior foi introduzida na sala, no lugar das carteiras convencionais. Hoje, Ruy fica todas as aulas sentado. Observando o foto há um saquinho de areia no colo do Ruyzinho, que também não é mais usado.
Alessandra também traduz os comandos dados pela professora, quando não entendido pelo meu filho.
Ruy está correspondendo muito bem a intervenção da mediadora. Ele fica mais tranqüilo na sala com a sua presença e produz muito mais.
Dar autonomia e sempre que possível sair de perto da criança é uma tática que toda mediadora precisa ter em mente. A boa mediadora não é aquela que deixa a criança dependente de seus cuidados, mas sim aquela que dá condições para a criança caminhar sozinha.
0 comentariosEssa é uma pergunta que me tira do sério
Pessoas com o TEA tem uma forma diferente de expressar sentimentos.
Hoje, Ruy estava impaciente e perguntava o tempo todo pelo pai. Que está viajando.
Como alguém que não presta atenção numa pessoa pode lembrar várias vezes no dia e sentir sua ausência ? Fica a dica.
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O fotógrafo americano Timothy Archibald realizou um projeto fotográfico com imagens de seu filho Elijah, que tem autismo.
Archibald se sentia totalmente desconectado do filho, que tinha cinco anos quando ele começou a fotografá-lo. Muitas vezes ele se questionava sobre a razão da condição de seu filho, se Elijah deveria tomar medicamentos.
Devido a esta dificuldade de comunicação com Elijah, Archibald iniciou o projeto Echolilia. O projeto se transformou em um livro com 43 fotos, no qual registra alguns dos rituais repetitivos de Eli, como o fotógrafo chama o filho.
O nome do projeto vem da palavra ecolalia, o termo técnico usado para indicar a repetição de sons e frases muito comum entre crianças com autismo, incluindo crianças que podem falar e frequentam escolas regulares, como é o caso de Elijah.


‘No começo, Eli não sabia exatamente do que se tratava’, disse Archibald à BBC. ‘Mas, depois, se transformou no projeto de ambos. Foi como se finalmente tivéssemos algo em comum, juntos. Meu papel como líder mudou. Me transformei em amigo e era isto o que ele precisava naquele momento.’
‘As fotos feitas no começo do projeto são mais escuras que as últimas. Demonstram a tensão que se vivia em casa’, acrescentou.
O relacionamento entre pai e filho mudou radicalmente.
‘O que aconteceu com Eli e eu é que logo conseguimos uma base, uma história compartilhada. É como quando você sofre um acidente de carro e só você e seu amigo sobrevivem, é criado um vínculo, ocorre uma aproximação. Aconteceu isto quando Echolilia nasceu e não existia nenhuma ligação entre nós’, disse o fotógrafo.
‘Agora Elijah tem 11 anos, está bem, tem seus interesses pessoais. Estou contente em dizer que este projeto já terminou.’ ‘Meu interesse pela fotografia provocou o nascimento do projeto, mas agora preciso que ele tenha seus próprios interesses. Ele é atraído por beisebol, videogames, como qualquer menino. Cada vez que ele assina um exemplar do livro (todos os livros são autografados por pai e filho), Eli recebe um dólar de recompensa. Por isso, continua fazendo’, disse Archibald.
Mais detalhes no site www.timothyarchibald.com/blog
Ruy não é agressivo. Ele é muito amável.
Ruy sente-se muito desconfortável com o contato visual.
De lazer social Ruy gosta de práticas esportivas diversas, parques, aniversários e cinema.
Nas terapias muito se trabalha a troca de turno e já é possível Ruy esperar sua vez nos joguinhos com amigos, desde que já saiba a regra do jogo.
Vamos começar a rotular seus sentimentos e emoções nas próximas terapias. Um ótimo recurso são os desenhos animados que Ruy tanto gosta. Ex: O que o Nemo está sentindo?
A psicóloga nos explicou a importância de modelagem das habilidades sociais. Mostar, ensinar e repetir.
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Esta é uma parte chata dentro do tratamento. Mas muita coisa boa já foi alcançada referente a comportamento desejável. A primeira coisa que ajudou o Ruy foi a introdução da rotina.
Ruy já sabe os dias da semana e o que ele faz em cada dia. Ruy não gosta muito de mudanças na sua rotina, inflexível, por isso sempre é preciso avisar antes qualquer mudança, porém ele tem rápida adaptação ao novos cronogramas.
Ruy odeia o barulho de fogos de artifício e palmas de parabéns, ou seja, todo ruído alto. Não é raro sentir a carga sensorial auditiva, toda vez que ele põe a mão no ouvido.
Em casa, Ruy não gosta muito de ser perturbado pelas pessoas. Nem de ser indagado.
Ruy tem o comportamento inadequado de tomar o celular da mão das pessoas sem pedir para jogar ou ver internet. Preciso de uma história social urgente! Vou confessar que odeio quando ele faz isso, mas odeio muito mais quando digo: Meu filho, você precisa pedir. E o dono do celular diz: Deixa, deixa ele brincar.
Ruy fica ansioso quando assiste DVD. E assiste única e exclusivamente com a finalidade de se estimular. Ele grita, pula, corre, cai, machuca, levanta, volta de pular, gritar etc. Volta a mesma parte repetidas vezes. Não consigo por fim nessa história, queria ter o poder de sumir com todos esses disquinhos reluzentes cor de prata do mundo, quiçá do universo.
Objetos para ter na mochila que ajudam a acalmar:
- Bolinha sensorial
- Connector Rx
Ou simplesmente, respirar fundo.
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